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Mensagens

Luz

Olhando o céu limpo e estrelado Desejo que as estrelas se abeirem de nós. Não cadentes e meteóricas             Mas como astro luzeiro Que pudesse alumiar o caminho Da vida e da morte revelado.

METAPANDEMIA: UMA REFLEXÃO PESSOAL

Passada a surpresa e aflição iniciais, face a uma ameaça nunca antes identificada, invisível e pandémica, começaram a surgir, em suportes e meios diversos, as reflexões sobre o fenómeno.  Começaram por ser reflexões sobre os aspetos mais imediatos e as consequências mais previsíveis: a incapacidade de alguns indivíduos agirem em conformidade com a gravidade da situação, a responsabilidade individual no bem comum, a impreparação dos meios de socorro para lidarem, com dignidade e segurança, com os doentes, a entrada em teletrabalho, quase instantâneo e sem meios, em diversos setores ou as consequências económicas. Mais tarde, começou-se a refletir sobre a capacidade (ou não) do SNS, sobre a heroicidade dos profissionais de saúde (aplaudidos à janela o que, sendo um gesto bonito, não tem qualquer eficácia), sobre os apoios à economia e os apoios sociais, sobre a relação sistema público de saúde-sistema privado, sobre as cadeias de transmissão (sobretudo nos lares e nalgumas zonas dom ...

Deserto

Abisma-me o deserto: Imenso, virgem, vazio, mutável. Sem placas nem sinais. Imaginam-se trilhos, Que se trilham com visão opaca. Pode morrer-se no deserto, seco de sede mesmo à beira do oásis. Sonho com nascentes subterrâneas, Que abrolham às golfadas, Por entre os grãos de areia. E o deserto seria um Mar, sem placas nem sinais, Onde se poderia morrer, Afogado na solidão.

Barro

Acomodamos o barro na roda, Que giramos à velocidade da vida. Moldamo-nos mutuamente. Com a sabedoria das mãos, Desejando a perfeição, Tal como quando Deus Moldou Adão.

The psychology of self-motivation | Scott Geller | TEDxVirginiaTech

Erotismo

Diga, lentamente, a palavra “Lombardo”. Sinta a língua tocar o palato duro, no L. Goze a volúpia do convite da boca, no O E a persistir no convite, no M. E quando a pele dos lábios se toca, no B, Renova o desejo, entre o A e o R, Para que a língua volte, lasciva, ao palato, entre o D e o O. O erotismo das palavras é infinito. Sentiu? Lloommbbaarrddoo…

Eu também queria ser...